O senador Veneziano Vital do Rego (MDB) criticou duramente o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, que durante o final de semana, indagou um suposto desequilíbrio no critério para distribuição de vacinas adotado pelo Governo do Estado para os municípios paraibanos. Durante entrevista ao programa Rede Verdade, nesta segunda-feira (22), o parlamentar classificou a atitude do prefeito como ‘leviana e pequena’, ao lembrar que os critérios são definidos pelo Ministério da Saúde e que o momento vivido pelo Brasil não cabe esse tipo de discussão.

“Nesses três meses de administração como prefeito o que nós observamos é muita leviandade. Ou seja, ele acusar mais uma vez para tentar trazer novamente uma discussão antiga, de 20 anos atrás. É a adoção de um discurso político para dizer; fulano é contra Campina, e isso nunca existiu. Isso é a repetição reiterada e inclusive cansativa, enfadonha e extremamente estéril desse discurso que não devemos ter enquanto homens públicos”, disparou o senador Veneziano Vital do Rego.

O emedebista citou que Bruno Cunha Lima é prefeito da segunda maior cidade do Estado e deve ter a mesma postura e responsabilidade em seu discurso quanto as medidas sanitárias impostas por decreto, o que cabe a ele próprio, ao relembrar o episódio em que o prefeito no Agreste do Estado retirou a máscara, medida considerada essencial no combate ao novo coronavírus, apenas para agradar ao presidente Jair Bolsonaro no Aeroporto João Suassuna.

“A postura não é essa, de dizer que o decreto estadual é um decreto que ofende a determinada pessoa, quando ele próprio reconhece que ao fazer através de recurso as tentativas de rever esses decretos, mesmo sabendo a postura do Tribunal de Justiça e do Supremo. E qual o interesse? A de ter um palco para fazer política, e nesse momento nós devemos ter postura, quando de fato ao que postula a frente de um cargo sabidamente tem responsabilidades, o que o prefeito não está demostrando. Eu acho uma tremenda leviandade dizer isso quando todos nós sabemos que existem as definições das quantidades que cada um dos municípios tem a receber, seja na Paraíba, no Amapá, ou Acré, enfim, todos os entes federados”, concluiu.

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